I Reunião de Formação 2014.1

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MANIFESTO DE UMA PROFESSORA POR LIBERDADE NA EDUCAÇÃO

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Debbie Noble

Pensar em educação sempre passa pelo pensar quem eu sou.

É através da educação que me descubro, diariamente, um ser humano melhor, com mais vontade de modificar, de transformar, de alegrar outras realidades.

Sou professora por vocação sim, mas também por opção, opção ferrenha mesmo, daquele tipo de coisa que a gente, quando escolhe, finca o pé e nada mais importa. Dizer que larguei “tudo” para ser professora hoje não faz mais sentido, porque aquele “tudo” de antes hoje é nada. Nada da minha vida antes de me descobrir professora importa agora.

Sempre digo que quis essa vida apesar de. Mas não enumero os apesares. Todos sabem das dificuldades de ser professor – pra que destaca-las então? Procuro descrever meus ideais, meu trabalho prático diariamente em sala de aula, minha missão no mundo.

E minha missão na educação agora é tão somente que ela tenha sentido por si própria.

Que se consiga atingir um ideal de educação que se explique sozinha, sem que o professor precise chantagear, negociar com o aluno para que qualquer atividade faça sentido, para que a escola faça sentido.

Que a sala de aula tenha suas paredes derrubadas, porque não faz sentido pra ninguém ser obrigado a passar o ano inteiro trancado em um local sem opções de mudanças, sejam elas interiores ou exteriores. Não faz sentido não poder aprender com o colega mais novo, ensinar o mais velho, trocar conhecimento com o professor.

E por falar em professor, quem é esse sujeito, investido de um falso poder, oprimindo aquele ser em formação? Que aprendizado se transmite quando se tira o desejo de aprender de alguém? E por que não trocar aprendizado ao invés de tentar transmitir aquilo que não se pode simplesmente transmitir?

Tira o boné, guri. Larga o celular. Desliga o fone de ouvido. Para. Senta. Fica quieto. Menos. Atrasado não entra. Entra pra sala. Cala a boca. Meia boca. Vocês são burros. Zero. Não atingiu os objetivos. Vai pra Direção. Fica quieto. Eu já falei. Não vou repetir. Da próxima vez. Esse é um aluno bom. Que turma boa, sempre quietinhos. Aluno lixo. Que turma ruim, sempre respondendo para o professor. Menos. Menos. Quietos. Não. Proibido. Sai.

Quem estamos querendo formar em nossas escolas? Alunos sem voz, sem opinião, alunos quietos, omissos, obedientes?

Conhecimento não tem a ver com quatro paredes, não tem a ver com hierarquia, nem com regras injustificáveis. Conhecimento é desejo, é paixão, é tesão. É uma busca individual, porém nunca solitária.

Conhecimento é busca, e pra saber buscar é preciso liberdade, interesse, paixão, vontade, apoio.

Quero poder transformar e me transformar sem ser considerada subversiva, sem me sentir nos anos 60 quando falo minha opinião, sem achar que estou devendo, sem precisar justificar a cadeira que coloquei no pátio, a roda que fiz com violão, o aluno que quis cantar bem alto em plena aula de Português, uma turma cantando e rindo, o fato de estarem nas redes sociais no horário de aula.

Sem ter que justificar porque aqueles alunos estão felizes.

Eu quero que eles sejam felizes.

Eu quero ser feliz.

Quero liberdade. E a minha missão na educação só faz sentido por essa liberdade.

Quero mais sim, pode, fala, não tem certo e errado, ótimo, ninguém é burro, me ensina isso também, vamos, juntos, nós, mais, mais, mais.

É o que quero.

*Debbie Noble é professora da rede pública estadual do Rio Grande do Sul, eterna estudante e investigadora autônoma de novas formas de educação. Contribui diariamente para uma educação mais livre, com menos não, não, não!

Texto copiado de blog.cinese.me/post/64228485214/manifesto-de-uma-professora-por-liberdade-na-educacao

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III REUNIÃO DE FORMAÇÃO

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Continuando com o intuito de fortalecer o grupo, tanto de forma conceitual quanto crítica, o CIDA[DH]ANIA vem realizar mais uma Reunião de Formação, e novamente, convida a todos e a todas para que possam conhecer melhor o grupo e participar desse importante momento de aprendizado.

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II REUNIÃO DE FORMAÇÃO 2013.1

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Continuando com o intuito de fortalecer o grupo, tanto de forma conceitual quanto crítica, o Cidadhania vem realizar a sua II Reunião de Formação 2013.1 , e novamente, convida a todos e a todas para que possam conhecer melhor o grupo e participar desse importante momento de aprendizado.

Tema: Estado Brasileiro
Horário: 10:00
Local: Faculdade de Direito do Recife

Download do Texto de apoio:
Walter Benjamin – Crítica da Violência (1)

ECOLOGIA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

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ECOLOGIA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

AMEAÇA E CONSCIÊNCIA DO RISCO
          Um dos temas dos nossos dias, mais relevantes para a problemática da cidadania, anda em torno das ameaças ecológicas. O professor, na sua dupla responsabilidade de Cidadão e de Educador, poderá começar por veicular uma primeira “consciência do risco”, que, sob um ponto de vista de uma ameaça bem real, possa tornar sensível a imprescindibilidade da solidariedade humana, perante a situação coletiva do nosso planeta em choque. Porém, o verdadeiro sentido da Educação impõe que se caminhe para a efetiva construção de uma esclarecida e lúcida “consciência ecológica”, o que pressupõe uma estrutura ética de solidariedade humana e não um qualquer condicionamento na base do medo ou de uma ameaça externa.

DA CONSCIÊNCIA DO RISCO AO IMPERATIVO DA CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA
Os avisos tombam de todos os lados, e não só de pendor ecológico. Só quem não quer ver poderá ignorar a ameaça que paira sobre toda a humanidade e, sobretudo, sobre as gerações mais jovens, a quem está, seriamente, a ser hipotecado o seu futuro. É preciso que todos ganhemos o que se tem chamado consciência do risco que, embora derivada de uma imposição exterior, potencie a força necessária para que todos demos as mãos, a fim de podermos garantir o futuro dos nossos filhos.
Com efeito, uma consciência do risco leva-nos a ser cautelosos na base de uma ameaça visível, que atinge toda a humanidade, mas essa fonte de medo pode não ser devidamente eficiente, dado não assentar na convicção de um sentimento interior. Torna-se, por isso, desejável que o cidadão aceda a uma consciência ética, de nível autônomo, conducente a uma realista solidariedade humana, não imposta, mas sentida e vivida.
Assim, o superior papel da Educação, transcendendo a força objetiva do medo e das ameaças externas, deverá consistir em promover a construção de uma verdadeira «consciência ecológica», autônoma, livre e solidária. Será através dessa paulatina construção da consciência ecológica, que cada criança, cada homem, poderá interiorizar a dimensão do respeito pelo outro, na base de um princípio moral e ético de efetiva solidariedade humana.
Para lá da ameaça visível e heterônima, que deflagra perante os nossos olhos, a consciência ecológica assenta num imperativo moral e ético de origem autônoma, pugnando por um planeta saudável, de tal modo que, criativa e inteligentemente, todos nós e os vindouros possamos continuar a usufruir da liberdade de nele viver. Será esse sentido ético, que sustenta, de forma livre e autônoma, o imperativo ecológico de que fala Hans Jonas: «Age de tal maneira que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma verdadeira vida humana sobre a terra» Claro que esta formulação é baseada na lição kantiana sobre o bem conhecido imperativo categórico.
Kant traduziu-o numa asserção célebre que, entre outras, pode apresentar a seguinte formulação: «Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa sempre valer como princípio de uma legislação que seja para todos» O que devo fazer? Agir de tal modo que o teu agir se transforme numa lei que valha para todos, responde Kant. Esta orientação da conduta humana, segundo fins propostos pela razão, faz do homem um ser livre e responsável, capaz de submeter os impulsos, as tentações fáceis, as vantagens imediatas, a favor de uma conduta ética exemplar. O que devo fazer? Age e será com o teu agir que consubstanciarás a lei que te determina a ti e aos outros homens inscritos na mesma ordem racional objetiva. Na verdade, é o homem o próprio legislador, exercendo a sua liberdade máxima no ato de criar. Porém, tão elevada criação, a do imperativo categórico, impõe o dever de obedecer à lei que ele próprio cria  autonomamente. O homem institui a moralidade, promovendo a adequação da norma ao ato e deste à norma. Esta atitude exige também a vontade. Não basta propor fins e não confundir os meios com esses mesmos fins; é preciso escolher em cada momento próprio os mais adequados e prossegui-los. A razão autônoma legisla; a vontade operacional terá de cumprir.
Frisemos que o cumprimento do dever moral se impõe por si mesmo independentemente de qualquer sanção ou proveito. É essa independência em relação aos meios e a outros condicionalismos particulares que se constitui o ato moral, cujo fim mora em si próprio. Por exemplo, um ato apenas será um ato moral se for praticado por puro dever e não como um meio para atingir uma recompensa ou evitar um castigo. O cumprimento do dever moral deriva unicamente da razão que se consubstancia no imperativo categórico. Por seu lado, a conduta ecológica deverá assentar no imperativo ecológico de Hans Jonas, referido mais acima. Por isso, a verdadeira consciência ecológica tem como subjacente uma consciência ética, sendo por amor e por respeito ao outro que não poluímos, que não destruímos o planeta que é de todos, os que agora vivem e dos que virão. Acontece que tal liberdade exige a contrapartida de, em caso algum, podermos alienar a nossa responsabilidade de seres lúcidos, críticos e interventivos, isto é, de seres insubstituíveis na construção do futuro coletivo.
Se o cidadão em geral jamais se poderá demitir da sua responsabilidade ecológica, o professor ou educador de hoje debate-se com uma responsabilidade redobrada: com as utopias do presente, ele terá que reunir a mestria de saber-fazer o saber-ser dos ameaçados homens do amanhã.

Nota: Texto publicado no quinzenário – A Voz do Nordeste – em 1990 e revisto e reformulado em Maio de 2006 (editado).

I REUNIÃO DE FORMAÇÃO 2013.1

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Com o intuito de fortalecer o grupo, tanto de forma conceitual quanto crítica, o Cidadhania vem realizar a sua I Reunião de Formação 2013.1 e convida os estudantes da Casa de Tobias para que possam conhecer melhor o grupo e participar desse importante momento de aprendizado.

Data: 08/06/2013
Horário: 10:00
Local:Faculdade de Direito do Recife

Download dos textos de apoio:
A política de accountability social na America Latina
Controlando la Política

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La Educación Prohibida

“Divulgado na internet a partir de agosto de 2012, o filme-documentário La educación prohibida apresenta algumas experiências que ousaram transgredir o modelo educativo tradicional, constituindo-se em um tentador convite à reflexão sobre a instituição escolar e as práticas educativas. Trata-se de um material particularmente indicado para professores que já atuam em sala de aula ou que ainda estão se formando e, também, para todos aqueles que desejam um futuro livre para seus filhos, sobrinhos, primos e conhecidos.” Revista Encontro Literario

“O mais paradoxal disso tudo é que todas as iniciativas educacionais de governos e escolas se dizem educar para a igualdade, a cooperação, a liberdade, a paz, a solidariedade, etc. Mas na realidade, a estrutura básica do sistema educativo ocidental promove justamente o contrário: a competição, a desconfiança, o desrespeito, a violência emocional, o individualismo, etc.” Blog Estadão

“Todo mundo fala de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam apenas para a competição e a competição leva à guerra.” Fala do documentário dita pelo Professor Pablo Lipnizky, do colégio colombiano Mundo Motessori,

II SEMINÁRIO CIDADHANIA: EDUCAÇÃO, INCLUSÃO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ.

cartaz Cidadhania final msm
O grupo Cidadhania vem convidar todos/as para participar do II SEMINÁRIO CIDADHANIA: EDUCAÇÃO, INCLUSÃO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ.

As inscrições serão realizadas online até as 23 horas e 59 minutos do dia 19 de Março (terça-feira) através do email inscricaocidadhania@gmail.com (enviar nome completo, CPF e instituição de ensino vinculada, se for o caso) ou alternativamente, no dia 20 de Março (quarta-feira) até o início do evento.